Portugal na liderança do Passaporte Biológico

A ADoP é responsável por 13% das violações antidopagem estabelecidas pelo Passaporte Biológico a nível Mundial

19 de maio de 2014

Decorreu entre 17 e 18 de maio, em Montreal, uma reunião do Comité Executivo e do Conselho de Fundadores da Agência Mundial Antidopagem (AMA), em que foi apreciado um relatório relativo ao ponto da situação da implementação da estratégia do Passaporte Biológico, a nível mundial. Refere-se nesse documento que foram já estabelecidas e sancionadas 53 violações de normas antidopagem através do módulo hematológico do Passaporte Biológico, desde 2010. Desse número, a ADoP é responsável por 7 das violações antidopagem, o que corresponde a 13,2% do total, a nível mundial.

A ADoP tem atualmente 359 praticantes desportivos inseridos na estratégia do Passaporte Biológico (módulo hematológico), distribuídos pelas seguintes modalidades: Atletismo, Canoagem, Ciclismo, Natação, Remo e Triatlo.

Em 2013, foram recolhidas 495 amostras de sangue para o Passaporte Biológico, o que representou um aumento de 28% relativamente ao ano anterior.

Ainda relativamente ao módulo hematológico, a AMA considera que para se estabelecer um perfil de um praticante desportivo em termos de Passaporte Biológico são necessárias, no mínimo, 3 amostras. No final de 2013, 164 praticantes tinham já um perfil constituído por 3 ou mais amostras, o que representa mais de 50% dos praticantes incluídos nesta estratégia em Portugal. Embora o número de praticantes desportivos que possuem uma única amostra seja elevado (111 praticantes), na grande maioria trata-se de jovens praticantes, relativamente aos quais a ADoP deseja ter uma amostra de sangue colhida no início das suas carreiras desportivas.

O Presidente da AMA, Sir Craig Reedie, destacou também a implementação do novo módulo esteroidal do Passaporte Biológico. O Passaporte Biológico recorre agora também aos valores específicos da relação Testosterona/Epitestosterona (T/E) dos praticantes desportivos como base para uma avaliação, desse modo assegurando um sistema mais robusto e eficiente. Segundo o Presidente da AMA, “A introdução do módulo esteroidal no início do ano representa um passo em frente para o desporto limpo.

A grande vantagem do módulo esteroidal do Passaporte Biológico resulta de que os laboratórios antidopagem utilizam, para a definição do perfil esteroidal dos praticantes desportivos, parâmetros que já eram analisados e determinados no seu trabalho de rotina. Desse modo, todos os praticantes desportivos submetidos a controlo de dopagem estão incluídos na estratégia do Passaporte Biológico (módulo esteroidal).

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