Cooperação – Federação Portuguesa de Futebol

Uma parceria de longa data visando um programa antidopagem sólido, eficaz e eficiente

21 de fevereiro de 2014

No momento em que foi colocado em causa o Programa Nacional Antidopagem no Futebol em Portugal, através de declarações vagas proferidas por um alto responsável da FIFA numa reunião técnica visando a preparação do Mundial de Futebol 2014, declarações que podem conduzir às mais diversas interpretações, a ADoP reitera a qualidade do referido programa, que representa um modelo a ser utilizado em qualquer país do mundo.

Este modelo tem vindo a ser construído ao longo das últimas duas décadas, através de uma cooperação muito estreita entre a organização nacional antidopagem do nosso país e a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Tal só foi possível pelo clima de confiança e respeito mútuo que foi criado entre todas as entidades envolvidas, com o objetivo de garantir a verdade desportiva e proteger a saúde dos praticantes desta modalidade.

A qualidade do Programa Nacional Antidopagem no Futebol em Portugal é bem patente nos resultados estatísticos do Programa Mundial Antidopagem para o ano de 2012, publicados pela Agência Mundial Antidopagem no final de 2013.

Nesse documento é apresentado o número de amostras recolhidas no futebol por cada organização antidopagem (federações internacionais e organizações nacionais antidopagem), onde se pode verificar que a ADoP ocupa a 9.ª posição a nível mundial, com 1087 amostras recolhidas, enquanto que a FIFA, por exemplo, surge em 10.ª posição, mas apenas com 696 amostras. É de relevar também que a ADoP recolheu um número muito superior de amostras fora de competição no futebol do que a FIFA, assim como de amostras de sangue. No caso da ADoP, as amostras de sangue foram recolhidas na sua totalidade fora de competição, enquanto que as amostras de sangue recolhidas pela FIFA (apenas 4) foram todas recolhidas em competição, quando a AMA recomenda que este tipo de amostras sejam recolhidas fundamentalmente fora de competição.

A AMA recomenda igualmente que as Organizações Antidopagem, nos seus programas antidopagem, recolham pelo menos 10% de amostras de sangue relativamente ao total de amostras recolhidas (sangue+urina). Em 2012, a ADoP no seu Programa Nacional Antidopagem recolheu 17,05% de amostras de sangue, enquanto que no Programa Antidopagem da FIFA esse valor se cifrou em 0,57%.

Quanto à qualidade dos controlos, pode verificar-se relativamente às colheitas de amostras para a deteção de EPO, que a ADoP ocupa a 23.ª posição a nível mundial, com 282 amostras recolhidas, enquanto que a FIFA surge apenas na 42.ª posição, com 88 amostras recolhidas. É de salientar, mais uma vez, que a maioria das amostras recolhidas para a deteção de EPO pela ADoP foram recolhidas fora de competição, enquanto que as da FIFA foram na sua totalidade recolhidas em competição.

Ainda quanto à qualidade dos controlos, pode verificar-se, relativamente às colheitas de amostras para a deteção de esteroides anabolisantes por IRMS, que a ADoP ocupa a 32.ª posição a nível mundial, com 29 amostras analisadas, enquanto que a FIFA surge apenas na 60.ª posição, com 10 amostras analisadas.

O documento da Agência Mundial Antidopagem relativo aos resultados estatísticos do Programa Mundial Antidopagem para o ano de 2012 pode ser consultado aqui.

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