Estatística – Programa Mundial Antidopagem 2012

A ADoP entre os melhores na estratégia de Controlos Inteligentes

14 de novembro de 2013

A Agência Mundial Antidopagem publicou recentemente os dados estatísticos do Programa Mundial Antidopagem 2012 (PMA), compilados pela primeira vez pelo Programa ADAMS, o que representa um documento fundamental para a transparência do PMA e para que as organizações antidopagem possam comparar o seu desempenho com o das suas congéneres.

O desempenho da ADoP destaca-se fundamentalmente pelo número de amostras de urina recolhidas fora de competição, e dentro destas as que foram submetidas a deteção de EPO. Para além disso, é de realçar o número de amostras de sangue recolhidas, tanto para a deteção direta de hormona de crescimento e de CERA como para a estratégia do Passaporte Biológico. Estes dados demonstram que a ADoP seguiu com grande rigor a recomendação da Agência Mundial Antidopagem relativamente à implementação de uma estratégia de Controlos Inteligentes, caracterizada pela realização de controlos fora de competição em momentos considerados de maior risco e envolvendo tipos de amostras (urina e/ou sangue) e de menus de substâncias a detetar (EPO, CERA, hormona do crescimento) ou metodologias de análise (por exemplo o Passaporte Biológico ou a deteção por IRMS) adequadas a cada caso específico.

A ADoP posiciona-se em 12.º lugar, a nível mundial, quanto ao número total de amostras recolhidas (urina + sangue) e quando consideradas as 12 organizações nacionais antidopagem com maior número de amostras recolhidas, a ADoP recolheu o 4.º maior número de amostras de sangue fora de competição.

Considerando as três modalidades desportivas em que é realizado o maior número de controlos de dopagem a nível nacional – Atletismo, Ciclismo e Futebol – e tendo presente o número total de amostras recolhidas, a ADoP obteve o 12.º lugar no Atletismo e no Ciclismo, e o 7.º lugar no Futebol, neste caso recolhendo mais amostras do que a própria FIFA. No entanto, se considerarmos a qualidade do Programa Nacional Antidopagem nessas modalidades, podemos verificar que relativamente a amostras de urina recolhidas fora de competição, a ADoP se posiciona em 3.º lugar no Futebol, em 8.º lugar no Ciclismo e em 9.º lugar no Atletismo. Quanto às amostras de sangue recolhidas igualmente fora de competição, a ADoP ocupa o 1.º lugar no Ciclismo, suplantando mesmo a UCI, o 2.º lugar no Futebol e o 4.º lugar no Atletismo.

A ADoP posiciona-se respetivamente em 13.º e 22.º lugar, a nível mundial, quanto ao número de amostras recolhidas para a deteção de hGH e EPO. Quando consideradas as organizações antidopagem com maior número de amostras recolhidas para a deteção destas duas substâncias, a ADoP obteve respetivamente o 2.º e o 3.º maior número de casos positivos.

Relativamente ao Passaporte Biológico, a ADoP obteve o 11.º lugar entre as 49 organizações antidopagem que implementaram o Passaporte Biológico, quanto ao número de amostras de sangue recolhidas. Consideradas as diferentes modalidades desportivas, destaca-se o posicionamento da ADoP, sendo que na Canoagem e no Ciclismo se posicionou em 3.º lugar e no Atletismo em  5.º lugar.

Os resultados obtidos pela ADoP em 2012 demonstram bem uma implementação eficaz da estratégia de Controlos Inteligentes, que muito provavelmente contribuiu decisivamente para que mais uma vez as comitivas nacionais regressassem dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos sem quaisquer violações de normas antidopagem.

Pode consultar o documento da Agência Mundial Antidopagem na integra aqui.

WADA PMA 2012.jpg

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